30.7.06

Antas


O antigo e o novo; ou onde o antigo não é assim tão velho e o novo nada recente. A verdade é que desde a construção da torre das Antas na década de 90 que a referência vertical deste tramo de cidade deixou de ser a elegante torre sineira da Igreja de Sto. António das Antas.
Lamentavelmente, na minha opinião.

(Clicando em cima amplia-se a foto)

12 Comments:

Blogger Luzinha said...

(...)O amor às grandes cidades, às novas modas, às “últimas novidades”, é o característico distintivo do provinciano.(...)

Fernando Pessoa
"O caso mental português"


Retirado de um post do TMC, Isto é Urbanidade?




Lamentavel ou não, a foto não deixa de ter uma beleza exuberante!

:)

31/7/06 10:45 da manhã  
Blogger patchouly said...

Simpática as usual luzinha!

31/7/06 1:18 da tarde  
Blogger Provisório said...

Dilaceram-nos a cidade, querem fazer-nos crer que é o progresso...
As genuínas referências perdem-se se não cuidarmos, há lugar ao novo e ao antigo, mas lugar haja primeiro à cidade, não à individualidade semeada por mão incauta.

31/7/06 4:59 da tarde  
Blogger Luzinha said...

Ó / OH!

O provisório por aqui?! Há qto tempo não lia um comentário dele...E ainda hj 'falei' nele... ;O)

100% de acordo c/ o coment.

31/7/06 5:47 da tarde  
Blogger TR said...

Não conheço a versão sem torre. Não desgosto da combinação que conheço. Já tive algumas reuniões nessa torre e também me intrigava que uma torre com ar moderno fosse algo "antiquada" no interior. A respota é a que dás: não é tão jovem quanto parece. Foi, seguramente, um arrojado projecto!

31/7/06 9:24 da tarde  
Blogger TR said...

O excerto que a Luzinha refere de F: Pessoa é verdade se pensarmos em sítios como o Algarve, só para citar um exemplo. Digo-o apenas e porque na minha opinião, não acho que se aplique a este caso concreto. As cidades, as grandes cidades, são centros móveis, flexíveis, adaptáveis, em permanente transformação. A convivência do moderno com o antigo, a convivência de estilos opostos, de introdução de outros estilos culturais é incontornável numa cidade moderna e activa, é necessária e é, genericamente, boa. Na minha modesta opinião nem tudo se pode e deve conservar; sendo que algo se deve conservar, o resto deve ser preservado e renovado. A melhoria de qualidade de vida das pessoas também passa por aqui. É evidente que há casos, inúmeros casos, maus casos, casos horríveis e terriveis para os quais o factor económico é o decisor e mais nada, mas que isto não nos tolde a capacidade de aceitar a modernidade, mesmo quando a modernidade implique franca rotura.

31/7/06 9:38 da tarde  
Blogger patchouly said...

Amiga tr, não posso deixar de concordar contigo quando referes a ruptura como alavanca, como um dos modos de progresso tem de se manifestar. Hesitei muito ao escrever a última frase deste post porque tive receio que fosse mal interpretado: ela pode parecer contrariar o quanto aprecio o contemporâneo, a vitalidade da cidade, a metamorfose como fenómeno essencial da urbanidade. A minha visão está longe de ser conservadora (leia-se imobilista, ou passadista, ou qualquer coisa do género).
No caso concreto o meu lamento prende-se com uma simples questão de gosto. Acho a Torre das Antas um fraco edifício, não lhe reconheço grandes qualidades arquitectónicas. O que é grave num edifício-referência, como é o caso.

31/7/06 10:52 da tarde  
Blogger Provisório said...

Andei ausente é verdade, mas é bom saber que não esquecido!
Das mais importantes capitais europeias podemos retirar exemplos da coexistência do novo e do antigo, juntos são a cidade! Seguem-se na história, movimentos e correntes arquitectónicas, e novas cidades se constroem sobre outras mais antigas. Quando as operações sucedem a cidade resulta, quando falham é a cidade que entra em falência.
Quando se fala da imagem da cidade, ser conservador não será ser passadista. Poucas operações urbanas teram tido a importância do plano de Haussman em Paris, igualmente poucas teram sido igual alavanca para o desenvolvimento de uma cidade. O novo tem sentido quando se integra e valoriza o existente, é mais do que uma questão de linguagem. Há sobretudo que ter uma clara noção do território em que se intervém. O papel do urbanista, do arquitecto, será, na sua intervenção, entender a cidade e nela projectar sendo parte integrante de um todo. Casos há que exigem maior protagonismo e importância no tecido urbano, dificilmente será o caso de uma torre de escritórios particulares, muito menos "esta"! Já a falsa antiga simboliza um equipamento público, que se destaca à escala do bairro, facilmente identificável. Rompe claramente a morfologia do sítio, mas a sua função é igualmente de execepção (religiões à parte).
Quanto à foto, brilhante! Patch, obrigado...

1/8/06 1:33 da manhã  
Blogger TR said...

Eu também acho que a torre não é um bom exemplo, nem defendo a torre, mas sinceramente não acho que o problema seja a torre, mas sim o local escolhido para a torre. A versão fotográfica da torre de dia não me mostra uma torre belíssima, mas também não me mostra uma torre horrível. Não sei de quem é o porjecto, mas imaginem se fosse um projecto do Tomás Taveira?...

De qualquer forma o meu comentário anterior prende-se com a frase de F. Pessoa, que sendo boa em muitos contextos não me parece boa neste concreto.

1/8/06 9:25 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Teste

1/8/06 8:15 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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15/2/07 6:21 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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10/1/11 2:34 da manhã  

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