17.2.06

Manifesto de um urbanita


Eu gosto de cidades.
A cidade é a maior obra de arte do homem.
Ela é estruturada e regulada, mas é caotica e desconexa;
é incoerente e paradoxal.
É um lugar de confrontos de escala,
de diferenças de textura,
e de variedade de usos.
A cidade evolui, prospera, cristaliza, estagna, transforma-se e transfigura-se:
A cidade é orgânica.
É o sítio de encontros e paixões ou de solidões e desesperos;
de juventudes ou velhices, de bondades ou crueldades.
Ela é acolhedora, hostil, caridosa e impiedosa,
agressiva e exuberante, docil e cordata.
A cidade é minha. A cidade é tua.
A cidade é toda a gente.

4 Comments:

Anonymous Provisório said...

"Provisória é nossa passagem!
Por mais marcante e significativa que seja, a cidade jamais parará quando partirmos!
Na orgânica da sua evolução resistirá a chegadas e partidas, e na sua memória permaneceram "rezistos", mais ou menos profundos, dos tempos em que por nós foi vivida!
Perderemos mais nós ou ela, isso não sei!
Que ganhe pelo menos enquanto lá estamos. Eu? Eu já ganhei..."

in Memórias prognósticas de um estagiário

17/2/06 1:19 da tarde  
Blogger João Paulo Esperança said...

Cultura urbana em Timor
http://timor2006.blogspot.com/2006/07/cultura-urbana.html

7/7/06 7:48 da manhã  
Anonymous Mariana said...

de quem é o poema. é bom. sinto-me tentada a prafrasea-lo mas nao sei o autor...alguem me diz?

20/9/06 8:03 da tarde  
Blogger patchouly said...

Foi da minha lavra mesmo mariana, mesmo não tendo sido escrito para ser um poema.
Parafraseia-o à vontade! :)

1/2/07 2:51 da manhã  

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